Oposição tentará derrubar veto à revisão do PIB para verbas da saúde

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A oposição anunciou que tentará derrubar os vetos da Presidência da República à regulamentação da Emenda 29, que garante mais recursos para a saúde. O PSDB vai solicitar que os vetos à Lei Complementar 141/12 sejam analisados com urgência pelo Congresso Nacional, já no início do ano legislativo.
O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), criticou o veto ao dispositivo que previa o aumento dos gastos da União em saúde se houvesse reestimativa do valor do Produto Interno Bruto (PIB). “Ou seja, menos recursos para hospitais, remédios e material hospitalar. Mais uma vez, o governo federal foge de suas responsabilidades e joga o peso das contas da saúde nas costas de estados e municípios.”
O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), afirmou que esse veto prejudica o fluxo maior de recursos previsto pela Emenda 29. "Se você tinha no crédito adicional uma forma de, a cada mês, ter recursos a mais para a saúde pública, você estava contribuindo para melhorar não só os recursos, mas também a qualidade no atendimento. Lamentavelmente, o governo federal vai lavando as mãos", disse.
Duarte Nogueira também criticou o veto ao dispositivo que determinava a aplicação dos recursos da saúde em contas específicas – procedimento que permitiria uma fiscalização mais efetiva.
Apesar de a oposição defender a análise dos vetos sobre a Emenda 29 já no início de fevereiro, ainda há uma longa fila de vetos presidenciais a serem analisados pelo Congresso Nacional. Entre eles, o veto sobre os royalties do petróleo, no projeto que regulamenta a exploração do pré-sal.(Agência Câmara)
 

'Governo Federal deu as costas para a Saúde', ataca Aécio

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Em sua primeira agenda pública de 2012, o senador Aécio Neves (PSDB) fez questão de atacar a sanção do projeto de lei que regulamenta mais recursos para a Saúde, dentro da chamada emenda 29, em vigor desde o ano 2000 e regulamentada no final do ano passado.
O tucano condenou especialmente a não aplicação de duas propostas. Uma, envolvendo uma emenda do senador Tião Viana (PT-AC), que previa investimento de 10% da receita da União em Saúde, tornou a medida “inócua”, segundo Aécio. Esta medida foi vetada no ano passado, quando o projeto de lei foi aprovado no Congresso Nacional. Outra medida foi vetada por Dilma Rousseff (PT) e diz respeito à reavaliação do Produto Interno Bruto (PIB) a fim de acertar o percentual aplicado na Saúde.
Para o senador, “era absolutamente natural que o governo federal pudesse investir pelo menos 10% de sua receita na Saúde”, uma vez que vem mantendo um crescimento constante na sua arrecadação. O tucano disse que, enquanto Estados e municípios vem tentando se adequar à Constituição, que determina aplicação de 15% na área, a União faz caminho inverso.

 


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